Estácio Gama assume presidência do TRE
Desembargador afirmou que está “encorajado para viver este novo desafio”
Gazetaweb
Desembargador foi ouvido por vários ilustres, presentes à solenidade Foi realizada na tarde desta sexta-feira a cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral, o desembargador Estácio Gama. Na solenidade, estavam presentes juízes, desembargadores, o superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, o coronel Anísio Davi, do 59º Batalhão de Infantaria Motorizada (BIMtz), o ex-presidente do TRE, Antônio Sapucaia, o diretor jurídico da Organização Arnon de Mello, Djalma Mello – representando o senador Fernando Collor – e o vice-governador José Wanderley, entre outros ilustres.
Antes do pronunciamento de Gama, alguns representantes de variadas esferas proferiram algumas palavras. Foi o caso do presidente da Comissão de Combate a Corrupção Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – seccional Alagoas, Paulo Breda. “Tenho certeza de que esta casa vai lutar para que os legítimos representantes do povo façam jus a sua missão”, afirmou. Breda expôs a informação de que o número de eleitores analfabetos ou semi-analfabetos já chega a 80% do total de eleitores no Estado. “Isso se deve à qualidade dessa representação de eleitos, que fomentam o descaso. Comecemos a ver algumas figurinhas carimbadas longe de querer por a mão no dinheiro publico. E esta missão começa por aqui”, completou.
O recém-empossado presidente do TRE, Estácio Gama, disse sentir-se encorajado para viver este novo desafio. “Sei que contarei com o auxilio dos meus pares”, assegurou. Gama também falou sobre as práticas escusas utilizadas por alguns políticos. “É chegado o momento da tomada de consciência. Não basta a confiabilidade nas urnas se a ‘captação’ não se configurar nos tramites legais, éticos e morais”, articulou ele, numa referência ao uso de propaganda enganosa e troca de favores.
Ainda segundo Gama, o TRE continua trabalhando firme nos processos de julgamentos de infidelidade partidária. O combate à compra de votos, principalmente na periferia, também está sendo bastante reforçado. “A Polícia Federal designou três delegados para trabalhar exclusivamente esta questão”. Já sobre a questão dos candidatos ‘ficha suja’, Gama afirmou que a recomendação do tribunal aos partidos e aos eleitores continua a mesma. “Não é correto uma pessoa presa se candidatar, mas cabe a cada juiz eleitoral analisar os casos”, ponderou Gama. Um dos exemplos que ilustram a fala do desembargador é o caso de Lula Cabeleira, ex-prefeito de Delmiro Gouveia, que está preso sob acusação de ser um dos mandantes do assassinato do vereador Fernando Aldo, também de Delmiro. Mesmo preso, Cabeleira anunciou que será candidato à prefeitura do município. |