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Apoio à advocacia em situação de vulnerabilidade é uma das temáticas discutidas durante CONCAD em Maceió

27 Caixas de Assistência dos Advogados (CAA) se uniram como uma na XLI Coordenação Nacional das Caixas de Assistência dos Advogados (Concad), nos dias 3 e 4 de maio. Cercados pelas belezas naturais da capital alagoana, Maceió, representantes da CAA de todo o Brasil tiveram uma extensa pauta de debates, trouxeram ideias e encontraram soluções para problemas da advocacia. A solenidade que deu abertura ao evento aconteceu na noite da quinta-feira (3), onde estiveram presentes os presidentes da CAA de todo Brasil, além da presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas, Fernanda Marinela. Uma noite de discursos emocionantes e empolgantes, onde os presentes também puderam conhecer um pouco da cultura alagoana, assistindo a um folguedo de Guerreiro. A volta às raízes da Caixa foi um sentimento compartilhado por todos. Voltar à solidariedade que deu início a esta organização, em fevereiro de 1936, quando alguns advogados ajudaram um companheiro em necessidade, foi o que guiou os projetos desenvolvidos no evento, durante a sexta-feira (4). O programa “Auxílio Brasil” foi aprovado durante o encontro. Desenvolvido pelos advogados Nivaldo Barbosa (presidente da CAA Alagoas), Luiz Coutinho (presidente da CAA Bahia), Rodolfo Otávio da Mota Oliveira (presidente CAA Goiás) e Rochilmer Mello da Rocha Filho (presidente CAA Rondônia), consiste em um recurso conjunto, com contribuição dos estados que aderiram ideia. A iniciativa vai implementar políticas de apoio ao (à) advogado(a) que se encontrem em estado de vulnerabilidade financeira. Segundo o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Alagoas, Nivaldo Barbosa Junior, o programa foi formatado pensando na atual situação da advocacia brasileira, que em tempos de crise no país, encontra sérias restrições de atuação no mercado de trabalho. “Nossa iniciativa, que foi abraçada por todos os presidentes de Caixas que participaram do CONCAD, em Alagoas, vem para contribuir com esses advogados. Queremos exercer o nosso papel enquanto Caixa de Assistência, que é promover a qualidade de vida, ser o braço social de nossa instituição”, colocou Nivaldo Barbosa. O aumento de casos de profissionais da advocacia com enfermidades incapacitantes, e de novos advogados desempregados foi uma outra grande preocupação da reunião. Muitos presidentes de Caixas demonstraram preocupação com os novos advogados de seu estado, que têm sentido dificuldade na hora de conseguir um emprego e de receber honorários justos. Soluções para enfrentar este problema, foram debatidas. Para Inácio Krauss, vice-presidente OAB Sergipe, o crescimento da inadimplência nas anuidades da Ordem e a falta de emprego estão ligadas. “Posso notar um enorme número de inadimplência entre os jovens advogados ou cancelamentos da adesão, por não conseguirem emprego e não conseguirem pagar”. Ainda de acordo com o advogado, a CAA, em vez de esperar o advogado chegar à instituição, está indo aos advogados que mais precisam. “Precisamos deixar algum legado, e o legado que eu gostaria de deixar é um programa nacional de apoio ao advogado no mercado de trabalho. Vamos sempre ser caixistas, isso entra na veia, entra no sangue, não sai jamais”, revelou o alagoano Nivaldo Barbosa. A previdência foi mais uma das temáticas abordadas durante a Concad. Foi criada uma comissão com representantes da CAA de cada estado para monitorar a situação previdenciária e manter uniformidade nacional, além de manter as empresas encarregadas integradas à OAB, servindo a advocacia com rapidez e melhora no atendimento, que foi uma grande reclamação por parte dos estados. Rodolfo Otávio Mota (CAA Goiás), Arnor Gomes da Silva Júnior (CAA São Paulo) e Diego Sá (CAA Maranhão) ficarão encarregados da comissão. O presidente da CAA do Distrito Federal e Coordenador Nacional da Concad, Ricardo Peres, contou que suas expectativas para depois do evento são altas. “Nos reunimos enquanto advocacia, enquanto seres humanos para melhorar a vida de pessoas, esse é o nosso objetivo. Ser caixista é isso, é lidar com o lado humano do advogado, o lado que vai além das prerrogativas e leis”, disse.