Ao longo do mês, Comissão realizará audiência pública para motociclistas, além de palestras educativas sobre cuidados no trânsito
Celebrado neste mês, o Maio Amarelo busca todos os anos conscientizar a sociedade brasileira sobre a segurança no trânsito, evidenciando as principais imprudências cometidas por motoristas, ciclistas e pedestres, bem como as consequências que esses erros geram, com milhares de mortes e lesões todos os anos. Para o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, a campanha ganha ainda mais força no Brasil, diante dos altos índices de acidentes, sendo muitos deles evitáveis.
De acordo com a Agência Brasil, dados da PRF mostram que, ao longo do ano de 2025, foram registrados 72.483 sinistros de trânsito nas rodovias federais, com 6.044 mortes e 83.483 feridos. Em Alagoas, os dados também são alarmantes. O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL) estima que mais de 3.394 chamados no ano passado estiveram diretamente relacionados a acidentes de trânsito, relevando o tráfego viário como a principal demanda operacional do serviço de socorro da corporação.
Diante disso, o presidente da Comissão de Mobilidade Urbana, Jandylson Vasconcelos, destaca que Maio Amarelo é mais do que uma campanha simbólica e representa um chamado à responsabilidade coletiva. Para ele, é preciso que todos tenham a compreensão de que a segurança no trânsito não depende apenas do poder público, mas também da conduta de cada cidadão, sejam eles motoristas, ciclistas ou pedestres.
“Cada cidadão deve compreender o seu papel no trânsito. Segurança viária começa com atitudes individuais responsáveis. Respeitar os limites de velocidade, não dirigir sob efeito de álcool, utilizar o cinto de segurança e o capacete, evitar o uso do celular ao volante e respeitar a sinalização são condutas básicas que salvam vidas. Também é fundamental desenvolver uma postura de empatia e respeito ao próximo. O trânsito é um espaço coletivo, e decisões imprudentes podem impactar não apenas quem as toma, mas toda a sociedade”, explicou.
Ao longo deste mês, a comissão pretende intensificar as ações de conscientização no estado, promovendo um trabalho de educação e reflexão com a população sobre os principais erros no trânsito e seus riscos, e trazendo visibilidade à importância da condução segura e responsável.
Entre as iniciativas que serão desenvolvidas no Maio Amarelo, destaca-se a realização de uma audiência pública, no dia 13 de maio, na sede da OAB, em parceria com a Comissão de Direito Sindical, que discutirá a implementação da faixa exclusiva para motocicletas no estado, um tema relevante e amplamente discutido em Alagoas, devido ao alto número de sinistros envolvendo esse público.
A Comissão também pretende participar da abertura oficial do Maio Amarelo em Alagoas, no dia 8 de maio, no Detran/AL. Além disso, serão realizadas palestras educativas em faculdades, escolas, empresas e hospitais.
Durante o ano inteiro, a Comissão vem trabalhando em diversas frentes, inclusive, atuando diretamente junto aos órgãos de trânsito, a exemplo da cobrança feita junto ao DNIT, em relação à reativação dos radares eletrônicos, que resultou no retorno do funcionamento do mecanismo antes do previsto.
O colegiado também tem organizado encontros e eventos em parceria com outras instituições, como o Encontro Estadual dos Órgãos do Sistema Nacional de Trânsito de Alagoas, em parceria com o Cetran/AL, que já está em sua quarta edição e se consolidou como um importante espaço de alinhamento e integração institucional.
A comissão também tem participado de audiências públicas que discutem mobilidade urbana, contribuindo com análises jurídicas e técnicas. Para Jandylson, o desenvolvimento de políticas públicas no estado é fundamental para a redução de acidentes.
“Políticas públicas bem estruturadas são fundamentais para a redução de acidentes e a construção de um trânsito mais seguro. Isso passa, inicialmente, por planejamento urbano eficiente, que considere a mobilidade como um direito e priorize a segurança de todos os usuários das vias. Medidas como melhoria da infraestrutura viária, sinalização adequada, fiscalização efetiva, uso de tecnologias como radares e controle de velocidade, além da valorização do transporte coletivo e da mobilidade ativa (como ciclistas e pedestres), são essenciais”, frisou.
Ele também destaca a necessidade de investir em políticas contínuas de conscientização, e não somente ações que se concentrem no Maio Amarelo.
“Também é indispensável investir em educação para o trânsito de forma contínua, não apenas em campanhas pontuais. A integração entre os órgãos do Sistema Nacional de Trânsito e o fortalecimento de espaços de diálogo institucional, como os promovidos pela comissão, são igualmente determinantes para a eficácia dessas políticas. Reforçamos que um trânsito mais seguro se constrói com a soma de esforços: poder público, instituições e, principalmente, a população. Cada escolha consciente faz diferença”, citou.


